quarta-feira, março 30, 2005

Coisas da Vida - O caminho de Babel

Mais uma clássica expressão que aponta os "brilhantes aliados dos nosso próprios coveiros" que podemos ser:

"Eu não fiz sexo, fiz amor."


Fotografia de Alistair-Baird.

1 Ora, toda a terra tinha uma só língua e um só idioma.
2 E deslocando-se os homens para o oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e ali habitaram.
3 Disseram uns aos outros: Eia pois, façamos tijolos, e queimemo-los bem. Os tijolos lhes serviram de pedras e o betume de argamassa.
4 Disseram mais: Eia, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo cume toque no céu, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
5 Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;
6 e disse: Eis que o povo é um e todos têm uma só língua; e isto é o que começam a fazer; agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.
7 Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a língua do outro.
8 Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.
9 Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra, e dali o Senhor os espalhou sobre a face de toda a terra.

GENESIS [11]

12 Comentários:

Às 30 março, 2005 02:55, Blogger Ana disse...

Obrigado pelo mel ;)
Boa noite !!!!!!

 
Às 30 março, 2005 03:08, Blogger Arroz de Estragão disse...

Isto da comunicação na blogosfera é cada vez mais supersónico! ;-)

Boa noite para ti também :-)

 
Às 30 março, 2005 13:09, Blogger musalia disse...

diversidade semântica, eu diria :)
diversidade afectiva, também...
beijos.

 
Às 30 março, 2005 14:00, Blogger Arroz de Estragão disse...

Eu acho que é mais duas palavras diferentes para dois conceitos que sempre se misturam, para bem da nossa saúde!

Isto porque, creio, a afectividade tem demais que se lhe diga para podermos isolar as coisas em gavetas...

Este post é precisamente isso: os equívocos que nos pregamos a nós mesmos, apenas com simples palavras; em jeito de dizer que, Babel é mais longe e incómodo do que este filme dantesco cá de baixo ;-)

Vivó Dantes e às delícias!

Um beijo, musalia.

 
Às 30 março, 2005 16:15, Anonymous Anónimo disse...

Arroz concordo contigo em pleno mas mais ainda quando dizes que "a afectividade tem demais que se lhe diga para podermos isolar as coisas em gavetas..."
É mesmo essa ideia, é complicado dissociar uma coisa da outra não se podemos quantificar onde uma começa e a outra acaba...
Estamos em sintonia Arroz,
Cumprimentos, Tripas.

 
Às 30 março, 2005 17:34, Anonymous Anónimo disse...

Nos campos do amor e do sexo há muito mais que viver do que para pensar. O problema é que grande parte dos "valores" da bitola social ocidental assentam em conceitos perfeitamente desajustados daquilo que corresponde à realidade dos dias de hoje; e, a "culpa" disto, reside mais nas pessoas do que na religião como já referi aqui. (obrigado Lourenço)

É este o processo de formação dos preconceitos, creio; e é este também o código que muitas vezes, em vez de descodificar a vida e mundo (como seria desejável) ainda os codificam mais...

O mundo está nas nossas mãos mas, às vezes, parece que temos a necessidade de criar dispositivos para complicar a nossa vida.

Fomos geniais: criamos as palavras e o fenómeno da comunicação; criamos as referencias e o fenómeno da orientação: saímos do caos - agora, parece que o ímpeto da criação não parou, porque nos ficou o desejo de ter ideias e de inventar, seria, muitas vezes, genial parar com isso e começar a viver. (o que não implica deixar de ser "artista")

Moral da história: há muito menos génios do que idiotas (categoria em que eu me assumo, desde já, sem qualquer tipo de modéstia...).

Moral da história 2: viver, como se sabe - mas tantas vezes se omite - é a coisa mais importante, a seguir a aprender a fazê-lo ;-)

Um abraço, Tripas.

(que grande comentário, estou mesmo inspirado!)

 
Às 30 março, 2005 18:18, Blogger Arroz de Estragão disse...

Fui eu o autor do comentário acima!

 
Às 30 março, 2005 22:18, Blogger liz disse...

O que é interessante é que apesar de todas as grandes afirmações acerca de que há coisas que são para viver e não para se falar, não há assunto que deixe mais vontade de comentar do que este!

Todos temos alguma coisa a dizer, o que se evidencia pelo número de comentários aqui blogados... Bem, pelos vistos eu tb tive vontade de deixar aqui algo, enfim...! Liz *

ps- estou a ver que se quizer entrar em contacto ctg Tripes, mais vale tentar apanhar-te por aqui!!

 
Às 31 março, 2005 05:38, Blogger Arroz de Estragão disse...

Liz, caga nos conceitos, o número de comentários tem mais que ver com o carácter apelativo da fotografia!

:-D

O Tripas é o máior!

 
Às 31 março, 2005 12:12, Blogger liz disse...

Poooooiiiiissss!!!!!

 
Às 31 março, 2005 12:16, Anonymous Anónimo disse...

Arroz realmente inspiração é o que não te falta, hoje e sempre...és uma referência(pelo menos pra mim)!

Liz, criei o "bichinho" de vir ao muitas coisas e agora é quase como o cafezinho...

PS:No caso de quereres entrar em contacto comigo, há sempre a possibilidade via mail. Está aí a sugestão.

Cumprimentos pra todos, Tripas.

 
Às 31 março, 2005 18:28, Blogger Arroz de Estragão disse...

Tripas: derreteste-me...muito me honras, muito me mimas :-)

Um grande abraço!

 

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