quinta-feira, abril 27, 2006

Coisas da impotência

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...o que mais me afastava do mundo era também o que mais me aproximava da minha psicose. Estar imóvel naquela cama, a ver a loucura dos outros, e nada poder fazer; não poder coçar-me quendo queria; piscar uma vez para um "sim", e duas vezes para um "não"; sempre o mesmo tecto; sempre as mesmas caras. Um dia havia de morrer; um dia havia de me libertar.

Estranha esta ideia. A de que, a certeza de que vamos morrer, ser a única coisa que nos dá esperança.

4 Comentários:

Às 29 abril, 2006 02:06, Blogger migalha disse...

Porque e' que te lembraste disso agora?

Vim aqui parar pelo blog do mestre Andre. Gosto muito deste blog.

Luisa

 
Às 29 abril, 2006 22:09, Blogger Arroz de Estragão disse...

Não me lembrei; escrevi. ;)

Obrigado pela tua visita, Luísa. És sempre bem vinda, especialmente se vieres por onde os ventos são bons :)

 
Às 08 maio, 2006 21:06, Blogger migalha disse...

Isto que tens escrito so me faz lembrar o mar adentro por isso perguntava porque te tinhas lembrado. E' muito giro que escrevas sobre isto - se percebi bem. E se nao - estas coisas sao mesmo assim - dao o direito a quem o queira interpretar da maneira que for, ou nao?

Obrigada

 
Às 08 maio, 2006 21:16, Blogger Arroz de Estragão disse...

Olá Luísa,

Este blogue preza pelo direito à poesia de cada um! Portanto, claro que é suposto interpretares como quiseres.

Mas sim, para mim, isto é o Mar Adentro. ;)

Bisous e obrigado eu

 

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