domingo, julho 30, 2006

Coisas da Música - "The Eraser", Thom Yorke, 2006

E como será Thom Yorke a solo?

Os Radiohead têm aquilo que poucos têm: para além da qualidade global, arriscam; e arriscam coisas que surtem um efeito globalizante. Os Radiohead estão sempre à frente das expectativas de quem os ouve, e mais, fazem-no com todo o gosto (e talvez, por isso, funcione...).

Ora, para o Thom Yorke, a solo, fica provado que esta cinética da contemporaneidade musical é semelhante. Mais uma vez, este é um álbum que está à frente das expectativas. Tem que se o ouvir.

A sagaz aproximação da intimidade está patente no "The Eraser", tal como a habilidade de fazer música triste que nos deixa bem dispostos.

Fica uma amostra.


The Eraser, The Eraser, Thom Yorke.

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The Eraser
Mp3

6 Comentários:

Às 30 julho, 2006 20:08, Blogger musalia disse...

...melancolia é comigo :)

gosto da voz...gosto da parte final, do ritmo, do background vocalizado em tonalidades melancólicas...gosto.

beijos.

 
Às 30 julho, 2006 20:34, Blogger Arroz de Estragão disse...

É :)

É interessante como esse ritmo e melodia do fim podia ser um Disco-Sound qualquer, aqui há uns anos, quando o techno apareceu. Mas aqui, adquire um clima intimista e um significado. E ainda há um importante detalhe; mesmo, mesmo no fim, a melodia baixa de volume, deixando a voz, só, desprotegida, exposta; como se quase fosse um erro na pós-produção em estúdio. É esta exploração da vulnerabilidade e na frontalidade que eu adoro na cultura dos Radiohead. Ainda hoje, são para mim, sem nada que se lhes compare, a melhor banda pós-rock (que é o mesmo dizer "pós-Beatles") do mundo.

Quem faz uma música como a Paranoid Android, e faz dela um dos singles de um album experimental (OK Computer) e consegue com que ele seja um dos discos mais vendidos de sempre, consegue também uma outra coisa: ganharam o concurso.

Não há ninguém como estes senhores; há sim, muitos que os tentam imitar.

E viva ao valor da sinceridade!

Admiro a capacidade pessoal de exposição, de vulnerabilidade; a capacidade de "cair em desgraça".

Bisous

 
Às 31 julho, 2006 00:34, Blogger musalia disse...

voltei a ouvir a parte final com muita atenção. é verdade o que dizes, sobre a vulnerabilidade. é uma tristeza desamparada, quase um lamento/grito de mão que se estende ou se procura...

obrigada por me fazeres entender tanta coisa, na música...:)

beijos.

 
Às 31 julho, 2006 00:42, Blogger Arroz de Estragão disse...

Sobre a turma dos Radiohead tenho muito a dizer! É só puxarem por mim que eu falo! Portanto, não me agradeças porque é um gozo para mim :)

Mais, creio que são estes sublimes; este gosto pelo detalhe que fazem com que os álbums dos ditos cujos sejam a banda sonora da vida de tanta gente.

Afinal, a intimidade que nos comove é, no fundo, as pequenas coisas.

Já dizia o tio Mies van der Rohe: "God is in the details."

Bisous Radioheadicos:)

 
Às 03 agosto, 2006 17:04, Blogger migalha disse...

Boa Arroz! Radiohead!

 
Às 03 agosto, 2006 17:41, Blogger Arroz de Estragão disse...

Migalha: e somos tantos, tantos!

 

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