terça-feira, maio 23, 2006

Coisas das guerras - Sudão

Finalmente, há uma luz ao fundo do túnel.

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Fotografia de Kevin Carter, Prémio Pulitzer 1994.
The picture depicts a famine stricken child crawling towards an United Nations food camp, located a kilometer away.
The vulture is waiting for the child to die so that it can eat it. This picture shocked the whole world. No one knows what happened to the child, including the photographer Kevin Carter who left the place as soon as the photograph was taken.
Three months later he committed suicide due to depression.

Hvala Ana


8 Comentários:

Às 24 maio, 2006 09:32, Anonymous Anónimo disse...

Poucas palavras nos ocorrem qd a fotografia diz tudo...impressionante e chocante! Dificil compreender como ainda existem povos nestas circunstâncias?! Que contradição tão grande! Quando ligamos a TV e vemos as MTV's e o VH1....a luxúria, as casas, os carros...eu interrogo-me o que é isto?

É melhor nem começar a desbobinar...

Cump's

Tripas

 
Às 24 maio, 2006 14:43, Blogger Ana disse...

http://rlibeau.free.fr/Fuck'in%20Sound/Gary%20Jules%20-%20Mad%20World.mp3´

- Mad World ( Gary Jules)

... não deixar que o mundo esqueça !

 
Às 25 maio, 2006 15:16, Blogger Arroz de Estragão disse...

Tripas: é verdade: todos nós temos culpa. Há de facto algo de menos correcto no que dizes. A MTV, mesmo sendo uma televisão de propaganda de um 'modus vivendi' despisciente - e talvez pela força de uma tentativa de equilíbrio mediático - foi das únicas estações de televisão do mundo a marcar uma posição quanto ao conflito de Darfur e os refugiados do Chade. Muito mais que qualquer televisão portuguesa, que só divulgou a situação nos telejornais passados mais de 2 anos de genocídio gratuito - e também só o fez por ocasião da tomada de posse do Guterres no comité de refugiados das NU...Lembro-me também de ver uma notícia na SIC, creio, onde a 'talentosa' jornalista mencionava que o conflito de Darfur durava há dois meses, quando durava há mais de dois anos - o que o aproxima muito do conflito que aconteceu no Rwanda...

Faça-se, então, aqui justiça, por mais relativa que ela seja!

Um abraço.

 
Às 25 maio, 2006 15:18, Blogger Arroz de Estragão disse...

Ana: é assim mesmo!

Beijos

 
Às 26 maio, 2006 14:31, Anonymous Anónimo disse...

Só fazer aqui a mh ressalva....qd mencionei a MTV ou a VH1 não tou intrinsecamente a culpabilizá-los de passarem estas ou aquelas imagens, uma vez que é a razão da sua existência a exploração dessas imagens...é o conceito/alvo da estação!

Refiro-me ás pessoas, ás situações em si e a todo o espectáculo que fazem...Se a MTV/VH1 fazem mais que as outras na divulgação do conflito melhor ainda...axo que toda a divulgação é pouca, mas sempre util e importante!

O meu comentário foi unicamente no sentido do contraste, do choque de culturas e de como as coisas podem ser tão assimétricas! É dificil compreender e dava muito que falar....

Mas no fundo, é a realidade nua e crua por mais que a nossa cabeça ás vezes não acredite....

Cump´s

Tripas

 
Às 26 maio, 2006 15:07, Anonymous Anónimo disse...

Parabens pelo post - por comentares estas coisas - deste que vi esta imagem no outro dia que nao paro de pensar nela e no disparate do mundo em que vivemos! Tem que se fazer mais ! Ana

 
Às 26 maio, 2006 20:51, Blogger Arroz de Estragão disse...

Tripas: eu percebi-te :)

 
Às 26 maio, 2006 21:03, Blogger Arroz de Estragão disse...

Ana: obrigado:)

Ainda bem que a imagem se te carimbou na retina. Prueba superada!

E fazemos tão pouco que parece que o conjunto do pouco que fazemos é sempre tão inefável...

Não descurando a necessidade do trabalho conjunto, cada vez mais me convenço que isto é uma tarefa pessoal; é um trabalho individual e não o cliché do associativismo humanitário, das ONG's, das instituições e organizações governamentais. Cada um de nós tem que perceber, no seu íntimo, que a comida que está no nosso prato é aquela que retiramos do prato dos outros; que essa coisa da 'relatividade' territorial de se ter tido a simples sorte de nascer no Ocidente, é falso. É a resposta sublime à pergunta que todos deviam fazer: 'Qual é a minha culpa?'

E isso de se dizer que quem passa a vida a pensar sobre isso não é feliz, é falso também. Tudo depende das pessoas e da sua capacidade de ignorar. O Ocidente é parvo; o Ocidente é ignorante. Até que nos falte a comida no prato e a água no manelo...

Que se esclareça: ser ignorante ou não, é uma escolha que se faz. E, posto isto, agir ou não, é outra escolha ainda.

Cumprimentos e volta sempre:)

 

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