terça-feira, março 13, 2007

Coisas de Poesia: Os Amantes


Robert Doisneau - Paris, 1950

Por dentro um do outro

caminham os amantes
desenham com seus pés
novas rotas navegantes

Por baixo o imenso mar
que nos naufrague o amor
num fado-povo
renasce em liberdade
no canto do poeta
que morreu

As folhas,
as folhas voam
num leito de bruma
mas se a terra não fosse tão doce
onde moram os amantes
por fim
ombro em ombro nús

Por dentro um do outro
caminham os amantes
desenham com seus pés
novas rotas navegantes

Por baixo o imenso mar
que nos naufrague o amor
num fado-povo
renasço em liberdade
e em pleno voo
navego feita em espuma

(Les amants de Teruel, adaptado por Dulce Pontes para o album O coracao tem tres Pontas)

4 Comentários:

Às 14 março, 2007 22:19, Blogger Arroz de Estragão disse...

Amante, sempre; amado, espero que sempre mais!

Um beijo com piu-pius :)

 
Às 15 março, 2007 09:45, Blogger .G disse...

...odeio a dulce pontes. Compenso esse odio com o que gosto de voces, borboleta, correspondente, estragao. Continuem amantes!, por aqui tambem se ama!

 
Às 15 março, 2007 10:31, Anonymous Anónimo disse...

O poema nao e' da Dulce Pontes! E mesmo que fosse e' Lindo!
Beijos
Maria Borboleta

 
Às 25 abril, 2007 15:20, Blogger nina disse...

encontrei esse blog por acaso e logo de cara vejo uma foto q acho belíssima e um texto lindo!
obrigada por esse prazer!
bjos

 

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