terça-feira, dezembro 07, 2004

Coisas da Poesia - os segredos

Segredaram-te ao ouvido que te desejam.


Ouvi vozes que pereciam,
à medida que te aproximavas
Fui-me no momento que chegaste -
aliás, nem sei se parti,
ou se fiquei -
as ondas, agora
estão diferentes;
sou o mesmo,
tanto, e tão pouco do que já fui.
.
Às vezes uma vitória não chega;
Porque as procuras não acabam
e o desejo mantém-se.

São as subtis carícias
E os enlevos iterados;
São as vitais energias
E alegrias;
Os tormentos positivos
Os sorrisos atrapalhados;
São os vísceros sentimentos
E a contínua vontade de que estejas por aqui,
Para que aqui não chegue a saudade.

Segredaram-te ao ouvido que te desejam
E tu apenas acreditaste.

Segredaram-te ao ouvido que te amam
E tu apenas não ficaste.

Dei por mim já cego de verdade,
A loucura vai já longe
Mas fico cego de dia.

Segredem-me ao ouvido,
Verdades.



Domingo, 2 de Maio de 2004

Moi-même

3 Comentários:

Às 08 dezembro, 2004 00:29, Blogger maria borboleta disse...

oh homem!? o que foste tu fazer para o ist??? és uma poetaço! parabéns...lindo

 
Às 09 dezembro, 2004 12:34, Blogger Boodah disse...

O POEMA DO ENRABADO...
Vieste da guerra
Eras Soldado
Mal puseste o pé em terra
Foste logo enrabado
Quando eras pequenino
Fazias de Peru
Tu comias o milho
Eles comiam-te o cu
No Intendente
Ias por maus caminhos
Não era nas donzelas
Era nos Rabinhos
E na falta de uma Criancinha
Não saias perdedor
Matavas a fomeca
Com um bom vibrador
Mas à falta dele
Ias lá com a Cenourinha
Podia não ser tão bom
Mas sempre era uma ajudinha
Chamavam-te Jacinto
Na escola eras o primeiro
Quando desapertavas o cinto
Comiam-te o Mealheiro

 
Às 09 dezembro, 2004 18:59, Blogger Arroz de Estragão disse...

Boodah ou Bocage?

 

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