segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Coisas do Amor Coisas do Poeta

Como não pode deixar de ser, hoje, Luiz de Camões no seu habitual esplendor:

«Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos mortais corações humanos conformidade,
Sendo a si tão contrário o mesmo Amor?»

5 Comentários:

Às 15 fevereiro, 2005 08:58, Blogger Arroz de Estragão disse...

Ai o amor, o amor...

"Onde está a alegria
com que eu sonhava?
Foi esquecida,
por amor,
que é tão grande,
que é maior..."

Madredeus

 
Às 15 fevereiro, 2005 16:13, Anonymous Anónimo disse...

Anda tudo muito apaixonado...queria só deixar uma mensagem de agradecimento à Maria Borboleta por este poema do grande e intemporal LUIS DE CAMÕES. Continuem a coisar o blog está cada vez melhor, são cada vez menos os dias que passo sem teclar.
Cumprimentos pra ti Borboleta Tripas.

 
Às 15 fevereiro, 2005 16:31, Blogger musalia disse...

Foi um dia de amor, apenas. Outros surgirão, decerto :)
beijos.

 
Às 15 fevereiro, 2005 19:27, Blogger Arroz de Estragão disse...

Dias de amor são quando nós quisermos!

 
Às 16 fevereiro, 2005 11:21, Blogger maria borboleta disse...

obrigada pelos cumprimentos Tripas...
quanto ao poema tinha de ser posto aqui é soberbo!

obrigada por teclares e coisares aqui connosco

 

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